domingo, 10 de outubro de 2010

Click! - Uma reflexão sobre planejar o futuro


Aqui vai mais um texto inspirado nos desafios do curso de gradução. Estou postando abaixo, visando compartilhar minha visão e ajudar no que for possível.

Segue...

Acredito que nenhum filme do jovem ator Adam Richard Sandler tenha uma essência tão marcante para uma reflexão profunda da vida profissional e seus impactos na vida pessoal, ou esteja tão impregnado de pequenos ingredientes para um estudo sobre o papel da sociedade em nossas vidas e na cultura de um povo, como no filme “Click” (2006).

Deixando de lado a viagem da imaginação dos roteiristas Steve Koren e Mark O'Keefe que criaram uma história sem pé, nem cabeça para enfeitar a trama do filme e justificar sua classificação de comédia, como colocar um cachorro com satiríase, um pato sem sorte e diversas situações inusitadas em cada “zapeada” do controle maluco, realmente os escritores estavam viajando, mas numa coisa tenho que concordar com eles, colocar Christopher Walken como anjo da morte e ainda com aquele trocadilho, ficou muito bom mesmo (já de outros filmes que eu achava Walken com cara de Morty). Na verdade o filme ficou um bom misto dos filmes Efeito Borboleta (2004), Zoando na TV (1999) com o humor que somente Adam Sandler sabe fazer – Eita mistura, hein?

Mas o como disse no início, o filme Click permite uma análise bem mais profunda da vida social e profissional de um povo, e não tem limites geográficos nem culturais. A real mensagem do filme, e motor da trama, é passada a quem assiste, não em meio às reviravoltas da vida de Michael Newman com seu amigo Morty e seu controle descontrolado, mas em um singelo pedaço de papel, já no final do filme e em um momento crucial, não apenas da vida do personagem, mas de muita gente que só se dar conta no mesmo momento pelo qual Newman passou que é “a família é mais importante”.

Motivado por essa mensagem, a sociedade busca, entre outras coisas, a estabilidade profissional, e neste jogo, todas as culturas desenham igual o seu roteiro. Muito bom seria se pudéssemos mudar nosso futuro com um simples clique em um controle e assim traçar novos caminhos em nossa vida profissional, talvez ingressar em novas áreas profissionais ampliando nossas possibilidades e quem sabe ficar com umas três ou quatro formações profissionais à custa de uma vida sem tempo, não para os outros, mas para nós mesmos, uma vida tomada pelo vazio de regras que a sociedade nos faz acreditar, ao ponto de fazer o indivíduo perder o foco de sua carreira e ser ator coadjuvante (ou até mesmo figurante) em espaços diferentes da vida profissional, atuando sem especialização nenhuma em frentes diferentes... ou não! O Filme mostrou que mesmo se tivéssemos esse poder de controlar as coisas, o livre arbítrio da vida, nos faz ver que não temos esse poder, e por mais que façamos, nosso caminho sofre a influência de terceiros, então, porque não tentar ser planejado e construir com um tijolo por vez, se não temos condições de levantar com dez ao mesmo tempo? A lição que eu acredito ter ficado nas entrelinhas do filme foi: Tenha um plano de vida, seja disciplinado, organizado e procure sempre estar preparado para o futuro.

Forte abraço!

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