
Sempre que ministro uma aula sobre um determinado assunto pela primeira vez, gosto de apresentar para aos alunos a origem daquele objeto de estudo para que possam entender melhor o tema. Com a EAD não seria diferente, irei falar um pouco de sua origem, traçando uma linha do tempo enxuta, falando dos principais acontecimentos no Brasil e no mundo.
Muitos pensam que EAD é uma onda que surgiu há pouco mais de 10 ou 20 anos, pois foi mais ou menos neste período que houve uma grande divulgação dessa metodologia de ensino impulsionada por revistas, livros, programas de TV e principalmente nos últimos anos pela Internet.
Contudo, os primeiros registros de EAD remontam o ano de 1728, onde através de anúncios na Gazette de Boston (imagem acima, exemplo de uma edição de 1770), nos EUA, o professor Caleb Philips oferecia aulas por correspondência. Em 1840, outro professor na Grã-Bretanha, Isaac Pitman, também passou a oferecer cursos de taquigrafia por correspondência. Estes dois registros mostram que a prática se tornou comum em várias partes do mundo, mas com certas dificuldades para a época devido aos serviços de correios.
A partir de 1900, universidades importantes como a Oxford e Cambridge passam a oferecer cursos de extensão nesta modalidade. Em 1924 é criada a Escola Alemã por Correspondência de Negócios e diversas outras escolas e universidades começam a surgir em todo o mundo. No Brasil, a história começa oficialmente em 1904 com a instalação da filial das Escolas Internacionais, uma organização norte-americana de ensino a distância, que por correspondência, enviava sistematicamente os materiais didáticos.
O rádio começa a ser utilizado em 1928 pela BBC em Londres, para promover cursos para adultos. Com o sucesso desse meio de comunicação para a educação, vários países adotam a tecnologia. Aqui não podia ser diferente, em 1923 nascia a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, uma instituição de iniciativa privada que funcionava dentro de uma escola superior mantida pelo governo. Este meio de educação sofreu muitos abalos por ter seus programas considerados subversivos pelos governantes que não eram muito a favor da disseminação da educação naquela época.
Apesar de existir desde a década de 30, foi somente depois da Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, que a TV (televisão) começou a despontar como potencial meio de comunicação em massa no mundo a ser utilizado para a educação. A TV começa a ser utilizada para fins educacionais, e no Brasil, a partir de 1960, começa uma corrida de incentivos para favorecer essa idéia. Os grandes nomes que apoiaram a iniciativa desde aquele tempo foram a Fundação Roquete Pinto, e a Fundação Roberto Marinho. Podemos citar ainda a TV Educativa, TV Cultura, Canal Futura e as TV’s Universitárias como marcos de sucesso deste recurso educacional.
O próximo grande impulso para a educação a distância em todo o mundo, surgiu com a popularização dos computadores na década de 70, mas o fenômeno veio mesmo com a expansão da Internet por volta da década 80. Simples home-pages eram utilizadas por educadores e alunos para transmitir conhecimentos, e novos sistemas eram criados permitindo interatividade entre alunos e educadores.
Falando um pouco sobre leis, em 1961 surge a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para nortear as práticas educacionais no país, mas foi somente em 1971, na sua reformulação, que foi inserido na lei um novo capítulo que informa que poderia ser utilizado rádio, televisão, correspondência e outros meios de comunicação para o ensino supletivo. Alguns anos depois, em 1996, a nova LDB passa a permitir o uso da EAD na educação fundamental, básica, média e superior. Acontece então a explosão da metodologia de ensino a distância no Brasil.
Vale lembrar que a história da EAD no Brasil é muito rica, e que existiram e existem muitos personagens importantes na história do país, e que não foram citados aqui por otimização de espaço, mas que serão objetos de estudos futuros, como por exemplo o Instituto Monitor (1939) e o Instituto Universal Brasileiro (1941), grandes instituições de ensino profissionalizante a distância. A ABT, o IPAE e a ABED três organizações que tiveram e tem participação fundamental na história da educação no país e muitos outros atores deste filme chamado EAD.
Obrigado por ter vindo até aqui.
Muitos pensam que EAD é uma onda que surgiu há pouco mais de 10 ou 20 anos, pois foi mais ou menos neste período que houve uma grande divulgação dessa metodologia de ensino impulsionada por revistas, livros, programas de TV e principalmente nos últimos anos pela Internet.
Contudo, os primeiros registros de EAD remontam o ano de 1728, onde através de anúncios na Gazette de Boston (imagem acima, exemplo de uma edição de 1770), nos EUA, o professor Caleb Philips oferecia aulas por correspondência. Em 1840, outro professor na Grã-Bretanha, Isaac Pitman, também passou a oferecer cursos de taquigrafia por correspondência. Estes dois registros mostram que a prática se tornou comum em várias partes do mundo, mas com certas dificuldades para a época devido aos serviços de correios.
A partir de 1900, universidades importantes como a Oxford e Cambridge passam a oferecer cursos de extensão nesta modalidade. Em 1924 é criada a Escola Alemã por Correspondência de Negócios e diversas outras escolas e universidades começam a surgir em todo o mundo. No Brasil, a história começa oficialmente em 1904 com a instalação da filial das Escolas Internacionais, uma organização norte-americana de ensino a distância, que por correspondência, enviava sistematicamente os materiais didáticos.
O rádio começa a ser utilizado em 1928 pela BBC em Londres, para promover cursos para adultos. Com o sucesso desse meio de comunicação para a educação, vários países adotam a tecnologia. Aqui não podia ser diferente, em 1923 nascia a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, uma instituição de iniciativa privada que funcionava dentro de uma escola superior mantida pelo governo. Este meio de educação sofreu muitos abalos por ter seus programas considerados subversivos pelos governantes que não eram muito a favor da disseminação da educação naquela época.
Apesar de existir desde a década de 30, foi somente depois da Segunda Guerra Mundial, na década de 1950, que a TV (televisão) começou a despontar como potencial meio de comunicação em massa no mundo a ser utilizado para a educação. A TV começa a ser utilizada para fins educacionais, e no Brasil, a partir de 1960, começa uma corrida de incentivos para favorecer essa idéia. Os grandes nomes que apoiaram a iniciativa desde aquele tempo foram a Fundação Roquete Pinto, e a Fundação Roberto Marinho. Podemos citar ainda a TV Educativa, TV Cultura, Canal Futura e as TV’s Universitárias como marcos de sucesso deste recurso educacional.
O próximo grande impulso para a educação a distância em todo o mundo, surgiu com a popularização dos computadores na década de 70, mas o fenômeno veio mesmo com a expansão da Internet por volta da década 80. Simples home-pages eram utilizadas por educadores e alunos para transmitir conhecimentos, e novos sistemas eram criados permitindo interatividade entre alunos e educadores.
Falando um pouco sobre leis, em 1961 surge a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) para nortear as práticas educacionais no país, mas foi somente em 1971, na sua reformulação, que foi inserido na lei um novo capítulo que informa que poderia ser utilizado rádio, televisão, correspondência e outros meios de comunicação para o ensino supletivo. Alguns anos depois, em 1996, a nova LDB passa a permitir o uso da EAD na educação fundamental, básica, média e superior. Acontece então a explosão da metodologia de ensino a distância no Brasil.
Vale lembrar que a história da EAD no Brasil é muito rica, e que existiram e existem muitos personagens importantes na história do país, e que não foram citados aqui por otimização de espaço, mas que serão objetos de estudos futuros, como por exemplo o Instituto Monitor (1939) e o Instituto Universal Brasileiro (1941), grandes instituições de ensino profissionalizante a distância. A ABT, o IPAE e a ABED três organizações que tiveram e tem participação fundamental na história da educação no país e muitos outros atores deste filme chamado EAD.
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Fontes:
LITTO, FORMIGA. Educação a distância: o estado da arte: São Paulo, Pearson, 2009.

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